Fenótipo
É aquilo que observamos: cor, desenho e características da ave. Pode esconder parte da informação hereditária.
Conhecimento que passa de geração
Entenda os padrões de herança antes de planejar um casal. Espécie, genótipo e histórico importam tanto quanto a aparência.
É aquilo que observamos: cor, desenho e características da ave. Pode esconder parte da informação hereditária.
É a composição genética. Um portador pode transmitir um alelo recessivo sem exibi-lo.
Percentuais de cruzamentos são expectativas por filhote, não uma quantidade garantida em cada ninhada.
01 / BASES DE COR
Em ringnecks, a aparência verde resulta da interação entre pigmentos e estrutura da pena. Na mutação azul, a ausência dos pigmentos amarelos permite a expressão azul. Uma ave verde pode ser portadora de azul; uma ave azul é visual para essa mutação recessiva.
O fator cinza é dominante em ringnecks: sobre a série azul produz cinza; sobre a verde, cinza-verde. O fator violeta tem dominância incompleta e modifica a cor estrutural. Um ou dois fatores, a base de cor e outras mutações influenciam o resultado visível.
Calopsitas não têm uma série verde/azul visual equivalente à dos ringnecks. Cara branca remove amarelo e laranja; “albino” é o nome comercial da combinação cara branca + lutino. Nos agapornis, diferencie a espécie: aqua e turquesa de roseicollis são parblue e não devem ser tratados automaticamente como azul pleno.
GenCalc — ringnecks ↗Na herança recessiva ligada ao Z, o macho precisa de duas cópias mutantes para ser visual; com uma, é portador. A fêmea tem apenas um Z: se esse Z carrega o alelo, ela o expressa. Não existe fêmea apenas “portadora” para esse padrão simples.
O pai transmite um Z a todos os filhotes. As filhas recebem seu único Z do pai; os filhos recebem um Z do pai e outro da mãe. Exemplo, sem outras mutações: macho lutino × fêmea normal gera filhas lutinas e filhos normais portadores de ino. Macho portador × fêmea normal gera, em média, 50% das filhas visuais e 50% dos filhos portadores.
Exemplos: ino/lutino, canela e opalino (pérola nas calopsitas). O nome “cinza-claro” é ambíguo: não o classifique como ligado ao sexo sem identificar a mutação. Prata dominante e prata recessivo das calopsitas são autossômicos.
Em A. roseicollis, ino é ligado ao sexo; em A. fischeri e A. personatus, o ino usual é recessivo autossômico. Não transfira a mesma regra entre espécies.
Um alelo dominante pode se expressar em heterozigose. No modelo autossômico simples, visual de fator simples × normal gera, em média, metade de filhotes visuais. Na dominância incompleta, fator simples e duplo podem ter aparências diferentes.
Arlequim dominante em ringnecks é um exemplo; arlequim de calopsita é tipicamente recessivo e não usa a mesma regra. Cinza dominante de ringneck e prata dominante de calopsita também devem ser nomeados com a espécie.
“Dom Red” não é um nome genético universal. “Dominant Edged” exige cuidado: em ringnecks há descrições de herança dominante ligada ao sexo, enquanto fontes antigas e calculadoras divergem. Nas calopsitas, dominant edged/prata dominante tem descrição autossômica. Confirme a linhagem; não aplique uma tabela única a esses nomes.
Psittacula World — ressalvas sobre Dominant Edged ↗No modelo recessivo autossômico simples, ambos os pais precisam transmitir o alelo mutante. Isso pode ocorrer se forem portadores ou visuais. Um pai visual sozinho não basta: visual aa × normal AA produz 100% de portadores Aa e nenhum visual aa.
Portador Aa × portador Aa: 25% normais AA, 50% portadores Aa e 25% visuais aa, por filhote. Visual aa × portador Aa: 50% portadores e 50% visuais. Visual aa × visual aa: 100% visuais para esse locus.
Exemplos: azul e cleartail em ringneck; cara branca e arlequim em calopsita; azul em fischeri/personatus. Fallow e diluído precisam do nome e da espécie: há mutações distintas com aparência parecida.
EXEMPLO INTERATIVO
Modelo didático de recessiva autossômica com dominância completa. Serve para azul em ringneck ou cara branca em calopsita, considerados isoladamente. Não calcula sexo, ligações, crossing-over, alelos múltiplos ou outras mutações.
CATÁLOGO DE REFERÊNCIA
Amostras de cor esquemáticas, não fotografias diagnósticas. Filtre por espécie, herança ou nome. Este catálogo não representa disponibilidade comercial.
Plumagem azul na ausência do pigmento amarelo.
Fator estrutural; intensidade depende da base e de outros fatores.
Azul + ino; aparência branca e olhos vermelhos.
Ino na série verde, com aparência amarela.
Na série azul, cinza; na verde, cinza-verde.
Cabeça e cauda claras, conforme a série de cor.
Redução de melanina; alelo do locus ino.
Cinza, branco e amarelo com faces alaranjadas.
Redução de melanina; amarelo e branco com olhos vermelhos.
Também chamada opalino; padrão pode desaparecer nos machos adultos.
Melanina com aparência castanha.
Ausência de amarelo e laranja na plumagem.
Nome comercial de cara branca + lutino; não é um gene único.
Nesta espécie, ino ligado ao sexo.
Altera a distribuição de cor.
Alelos parblue; não equivalem automaticamente ao azul pleno.
Exemplo da série azul nas espécies de anel ocular.
Contrasta com o ino ligado ao sexo de roseicollis.
Nenhuma mutação encontrada. Altere os filtros.
Referências: GenCalc — calopsitas · Ornitho-Genetics · Bibliografia e notas. A confirmação de portadores exige registros ou evidência genética; uma foto não comprova o genótipo completo.
Converse com quem também ama aves